Sobre a queda do alcance orgânico no Facebook – Parem de chorar, por favor…

Faceboiok
Empresas querem usar o Facebook para aumentar as vendas e engordar seu faturamento, mas não querem investir um centavo em mídia. Se a marca paga para mostrar o seu produto na TV, revista e outros canais publicitários, porque no Facebook tem que ser de graça? Vejo, particularmente, como desnecessário e exagerado as reclamações a respeito da queda de alcance nos posts orgânicos dessa rede social.
Nesses outros canais, como a TV por exemplo, você não consegue um segundo de exibição gratuita. Já no Facebook, mesmo com essa reduçãoo de alcance que gira em torno de 25 a 40% segundo algumas pesquisas, é possível mostrar a sua marca para um público sem pagar nada, e se o conteúdo realmente for bom (o que deveria ser) pode viralizar e atingir um número altíssimo de fãs impactados, sem pagar um tostão. Agora, vai lá na emissora ou jornal e pede para colocar sua marca no rodapé da última página de graça…

Parem de falar que Mark Zuckerbeger é mercenário, que você vai sair do Facebook e mudar de rede, que tá foda trabalhar dessa forma, só porque o alcance caiu e agora se vê obrigado a investir mais em Ads. Se uma empresa chegasse até a mim querendo colocar seu banner aqui nesse meu bloguinho que não o atinge, sei lá, nem 500 pageviews/mês eu iria aceitar a proposta de graça? Claro que não. Toda divulgação tem seu preço.
Mas aa questão não seria afirmar que a redução de alcance das publicações seria uma forma de forçar as empresas a gastarem em mídia, mas sim, uma estratégia de organizar o conteúdo a ser visualizado pelo usuário, propondo uma experiência de contato com aquilo que seria de maior interesse conforme seu histórico na rede. O volume de posts diário publicados por páginas e perfis aumentou bastante. Em média, um usuário recebe 1500 publicações e o algoritmo do Facebook selecionar apenas 300 posts que seriam de seu interesse. Se 100% dos posts fossem entregue para o usuário pode ter certeza que rapidamente ia criar uma antipatia com a rede e teríamos um número altíssimo de pessoas abandonando a plataforma.
Sou suspeito de falar sobre isso, mas sem querer defender o mar onde pesco meus peixes, atualmente o Facebook está entre os canais que te dá maior alcance de pessoas e o principal, nos dá a possibilidade de fazer a melhor segmentação de público. Você pode fazer um anúncio em TV que diz ter x milhões de telespectadores, mas qual o parâmetro de métrica que lhe dá garantia de que da quantidade de pessoas que viram sua marca? E também, entre as que assistiram, estavam dentro do seu público?
Por mais que não temos garantias de que os números do Facebook são fiéis, é possível mensurar “quem, quando e onde” a respeito de seus anúncios.
Parafraseando a citação feita via inbox porhref=\”https://www.facebook.com/henriquemartinski\” target=\”_blank\”>Henrique Vicente Martinski, Social Media Account Manager na empresa I-Cherry, “qualquer mídia dá resultado, desde um panfleto até o Facebook, basta fazer certo”.
Se você atende pequenos clientes que nunca investiu em Facebook Ads, experimente fazer uma campanha com um budget de R$ 50 a R$ 100,00 e mostre o resultado para seu ele (se possível, tire esse valor até do seu próprio bolso). Se não conseguir convencê-lo, revise a sua estratégia pois algo deu errado ai. É importante colocar a mídia paga em seu planejamento, não vou dizer que é impossível trabalhar somente com conteúdo ORGÂNICO, mas certamente o resultado não será o mesmo. E fechando com uma frase da Camila Porto: culpar o Facebook por esconder o seu conteúdo é fácil! Quero ver sentar e planejar conteúdo realmente bom e que gere resultado.

Este post reproduz a opinião do autor do referido blog, com base em suas experiências do dia a dia e conclusões próprias. Possivelmente você pode ter um outro argumento diferente, coloque-o aqui nos comentários. Será um prazer poder trocar experiência com você ;)”