Diego Dzodan

O que rolou no evento “Facebook Summit 2015”

Estive presente na primeira edição do Facebook Summit 2015, primeira edição do evento realizado no Brasil, no dia 5 de novembro. O objetivo do encontro era apresentar as últimas novidades e tendências lançadas pela rede social de Mark Zukerberg. Esteve presente no evento mais de 1200 pessoas, entre profissionais de Mídia e diretores das principais agências digitais do país. Vamos ao que interessa. Abaixo, um apanhado de todo conteúdo compartilhado durante o evento:

A abertura foi feita por Diego Dzodan, VP of Sales LATAM, que basicamente fez um resumo dos pilares que ia prevalecer no discurso dos palestrantes durante todo o evento: o mundo está conectado em dispositivos móveis, fim! Vamos apresentar alguns números no decorrer do texto que comprove essa afirmação. Em seu slide, Dzodan apresentou uma pesquisa da eMarketer no qual indica que no Brasil 34% das pessoas conferem o celular ao acordar e 41% antes de dormir. O que isso significa? #Descubra! Planeje…

Outro número, digamos assustador, é que diariamente são contabilizados cerca de 8 bilhões de visualizações de vídeo somente no Facebook. Só em dispositivos móveis o aumento em visualizações diárias foi de 367% entre 2014 e 2015. É, acho que passou a fase de “ah, mas vídeo não vinga no Brasil, as pessoas têm conexão lenta e nunca vão assistir isso”. Em seguida, subiu ao palco Carolyn Everson, VP de Global Marketing Solutions sob o tema “The Mobile Shift has Happened | O Mobile aconteceu, e agora?”. Carolyn Everson

O primeiro dado curioso apresentado foi que as pessoas instalam uma média de 27 apps em seus dispositivos móveis, mas gastam 75% do tempo em apenas 4 deles: Facebook, Instagram, Whatsapp/Messenger e um quarto aplicativo qualquer. Ou seja, passamos o dia sob a vigilância do Markinho, já que esses 3 apps são do mesmo grupo.

Carolyn também fez questão de enfatizer que 67% das pessoas começam a jornada de compra em um dispositivo e conclui em outro. Complexo, não é mesmo?

Depois foi a fez Brad Smallwood, VP Global de Marketing Science, com a palestra “Mensuração e o Novo Consumidor”.

Com slides bem provocador e prometendo não ser tão polêmico já foi logo dando o recado: “Não usem cliques como mensuração. Cliques não estão relacionados a sucesso. 90% das vendas vieram de pessoas que nao clicaram“. Em outras palavras: pare de se preocupar apenas com as conversões feita via ads, e se o seu relatório apresenta um número absurdo de venda direta. Isso tudo é e pode ser reflexo do seu trabalho de mídia online. Você tem que entender isso, e principalmente, tem que fazer o cliente entender.

Para facilitar essa mensuração, o Facebook implementou (meses atrás, mas vem aperfeiçoando) a conversion lift, uma forma de mensurar a venda no off que sobretudo vieram de pessoas que visualizaram mas não clicaram. Saiba mais aqui.

Ah, e para bagunçar ainda mais a sua cabeça, segura essa: 85% dos brasileiros navegam em mais de 3 dispositivos diferentes, e 56% das compras online começam no celular e são finalizadas no Desktop. Sabe como é né, as pessoas querem ver o produto melhor, dar zoom, conferir os mínimos detalhes. Outras hipóstes, é que muitas das vezes o internauta foi impactado pelo anúncio do produto naquelas horinhas que costumamos dar uma conferida rápida no celular, como ao acordar, na hora de dormir ou caminho de casa. Mas a compra mesmo, tem que ser feita com calma na telona.

Na sequência, o brasileiro Rapha Vasconcelos, Head Creative Shop LATAM apresentou a palestra “Storytelling & Storyselling | Campanhas que constroem marcas e geram vendas”, no qual mostrou inúmeras possibilidades de usar as funcionalidades do Facebook Ads em conjunto com criativo que no fim das contas aumente o engajamento do usuário com o anúncio e ao mesmo tempo converta. Dentre vários exemplos, citou empresas que estão utilizando o carrossel de forma criativa, como a Nestlé que fez uma receita rápida usando o anúncio em carrosel do Facebook, ou a Netflix que usou o mesmo recurso para promover a série Narcos. Receita nestle carrosel facebook ads Vasconcelos chamou a atenção para o fato das pessoas não estarem pensando em como o conteúdo será visto pelos usuários no mobile. Agora não tem como ignorá-lo, móbile está se tornando 1ª tela. Falou também do recém lançado Slideshow, no qual é possível criar um vídeo leve a partir de imagens fixas, facilitando a vida dos usuários que acessam o Facebook através de dispositivos com conexão lenta e por isso não consomem os vídeos comuns. 12056990_407046196160645_1580341939_n Hoje também é possível criar anúncios para os usuários com base nas músicas que ele está ouvindo, ou de acordo com aquela opção de status “fulano está se sentindo triste, alegre…”. Sim, é possível selecionar reações específicas e segmentar anúncios para essas pessoas Outro ponto interessante na palestra do Rapha Vasconcelos foi a abordagem da jornada de compra do usuário. Pesquise seus hábitos, quais dispositivos acessam e em qual horário. Lance posts em mídias diferentes de forma a serem complementares e não o mesmo conteúdo.

Muito além do último clique

Evandro Carvalho, Director of Client Services LATAM, Kenshoo (Facebook Marketing Partner) falou sobre “Multi-Touch Attribution | Muito além do último clique” e deu uma palestra interessante e ao mesmo tempo instigante. Hoje o fenômeno denominado de cross device está cada vez mais forte no comportamento do consumidor digital. Cross device é o ato da pessoa começar a compra em um dispositivo e terminar em outro. Carvalho questiona: “E quem leva o crédito por isso? O last click. Esse modelo já não funciona mais, é preciso olhar o caminho todo”. A afirmação nos provoca a ser mais estratégico e analítico ao estudar a jornada de compra do consumidor, e entender qual meio teve mais importância nesse processo, pois muitas das vezes estamos investindo dinheiro no lugar errado. Isso acontece principalmente quando temos campanha rodando em várias plataformas e redes, mas só creditamos a compra ao último clique do usuário.

Enfim, não foram aquelas novidades, mas são funcionalidades e insights muitas das vezes ignoradas no planejamento. Pequenas ações que fazem diferença no resultado para o cliente.

Vamos ao resumo: -Vídeo está se tornando o tipo de conteúdo mais consumido, e está contribuindo muito para vender mais; -Anúncios no Instagram tem 5x mais sucesso no Brasil do que em outras praças. Brasileiros se envolvem mais com imagens, se inspiram nesses conteúdos e acabam convertendo em cliente. -cross device: usuário começa jornada em um dispositivo mas finaliza em outro. Como medir isso, onde investir mais? -não usar last click como métrica principal; -criatividade e storytelling; use as funcionalidades do Facebook a seu favor. -preocupe como o seu conteúdo está sendo visto no móbile, se coloca como um usuário e pense se está sento efetivo para você.

 

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